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Uma (breve) divagação sobre boas intenções

Eu nunca gostei da frase “de boas intenções o inferno está cheio”, porque, se é uma boa intenção, como pode ser encaixada numa figura que representa ruindade?

Boas intenções são complicadas, porque se elas não saem como o planejado, parecem ruins. Tem muita intenção ruim disfarçada de boa, mas a boa pode ser tão prejudicial quanto uma que tinha o objetivo de magoar. Entendeu? Não? Acho que nem eu.

Enfim, eu reclamo das pessoas, da vida, da humanidade, mas tenho tendências a acreditar quando alguém diz que “não fez por mal”. A situação pode ser absurda, parece que foi tudo um plano maligno pra eu me foder na vida, mas se a pessoa diz que foi sem querer, se eu achar que é verdade, vou adotar aquilo como certo e pronto, acabou a história, todos seguem com a vida.

Boas intenções podem dar em cenários ruins, acabar em choro, em briga, em mágoa. E quem tentou fazer algo certo, acaba se sentindo o último idiota do Reinado dos Imbecis, no Século dos Tapados. É triste. Já aconteceu com todo mundo, tanto ser o bem-intencionado quanto tomar no cu porque alguém achou que estava te ajudando, então, não dá pra apontar o dedo e soltar um VOCÊ É BURRO OU ISSO AQUI É PEGADINHA?

A verdade é que a melhor política é: não se meta. Você acha que o negócio tá ruim, que a pessoa está mal? Conversa com ela, pergunta, se intrometa diretamente, porque se você não conhecer o fulano direito, e tentar consertar as coisas “indiretamente”, em 90% dos casos vai dar em dor de cabeça.

Sei lá, eu prefiro que um colega venha me perguntar o que tá acontecendo, e não ir atrás de algum amigo que saiba da história e tente consertar algo que ele, muito provavelmente, nem sabe direito o que é e como é.

De qualquer forma, isso não é uma indireta, não é direcionado pra ninguém, é só algo que eu pensei e acho que seria de ajuda pra muita gente que tenta fazer o certo e acaba se estabanando no processo.

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Uma história triste sobre Tristeza

Desde que me lembro nunca consegui entender porque ele é assim. Quando era criança a minha mãe dizia que ele estava triste e por isso gritava e quebrava as coisas, televisão e som altos era culpa de uma surdez causada por ouvir walkman alto demais. Mas não era sempre que isso acontecida, nos finais de semana ele não estava triste e, por isso, não gritava e não quebrava nada, e a surdez também não dava as caras. Tudo era calmo em casa, quieto, a não ser por vezes que minha mãe chorava escondido e não falava com ninguém. Acho que ela fica triste de um jeito diferente.

A partir dos 9 anos eu comecei a ter amigos com quem brincar e tinha vergonha quando ele chegava cambelando e passava por mim e pelas outras crianças. Os mais velhos, com 12 ou 13 anos, desviavam o olhar, envergonhados por mim e por ele, os mais novos olhavam curiosos pra entender porque ele estava daquele jeito. Era uma doença? Uma brincadeira? Eu ainda achava que ele estava triste mas não absolvia o porquê da situação ser tão diferente de quando os outros estavam infelizes. Quando eu ficava triste só chorava, as vezes escondido e as vezes não, mas não precisava fazer que nem ele: cambalear, cheirar estranho e gritar comigo e com o meu irmão por coisas que eu não entendia.

Com 12 anos veio o câncer. Algo que os médicos poderiam ter descoberto antes, mas uns achavam que era um borrão no exame, outros nem enxergavam o “borrão”. Eu só fiquei triste, minha mãe estava triste e eu não conseguia ficar bem olhando ela daquele jeito. O tumor era operável e a porcentagem de tudo dar certo era alta, mas ela estava desesperada porque seu marido, seu amor, tinha um tumor. No dia da operação eu fui até o hospital com toda a família, incluindo tios e avós, ele já estava internado desde o dia anterior e eu o vi, dei um abraço e fui embora. Chorava muito, não queria dormir fora da minha casa, longe da minha cama e do meu irmão, que iria para a casa da Tia Lene e eu para a casa da Vó Ivone. Foram horas chorando sem parar e até hoje eu acho que não foi por ele, acho que foi pelo sofrimento da minha mãe e do meu irmão que eu observei tão de perto.

Três anos depois eu já era uma adolescente rebelde, com amigos virtuais e um ex namorado. Ele era um sobrevivente do câncer, que estava bebendo e fumando de novo. A nossa relação já não podia ser chamada assim, de “relação”, era uma convivência amigável nas noites e fins de semana sóbrios, nas noites em que ele chegava em casa, dava um beijo na testa de todo mundo e ficava sozinho no quarto, assistindo filmes antigos ou trabalhando. Noites felizes, ao contrário da maioria em que ele chegava e ainda gritava e quebrava coisas. Mas agora eu entendia o que ele falava, entendia os palavrões, os insultos e as revoltas. Revoltado com pessoas da empresa, do bar ou da televisão, mas ele descontava em mim, a filha mais velha que ficava tempo demais no computador, que nunca falava com ele e nunca respondia nada quando ele perguntava qualquer coisa de porre. A raiva que sentia por ele aumentava e comecei a sentir a mesma coisa pela minha mãe e irmão. Ela observa o sofrimento dos filhos e ainda está casada com ele, enquanto meu irmão sofria mas conseguia perdoar tudo rapidamente, como se o que a gente ouvisse fosse algo bobo, de uma criança. Acho que a raiva vinha da inveja de não ter essa capacidade de perdoar e esquecer.

22 anos, eu trabalho, estudo e não fico em casa direito. Saio as 11 e volto meia noite, quem aguenta tudo é a minha mãe. Nossa relação continua tão monossilábica quanto antes, há mágoa demais e perdão de menos pelas duas partes. Ele não se perdoa e eu também não o perdôo, ele tem mágoa por isso e eu tenho mágoa por tudo.

35 anos, casada, dois filhos e um emprego que eu amo. Minha família é o contrário do que foi aquela onde eu cresci. Ninguém berra, xinga ou deixa a mágoa impregnar no corpo, o diálogo existe e somos quase uma porcaria de clichê de filme americano. Recebo o telefonema do meu irmão. Ele morreu. Teve um enfarte fulminante em casa, sóbrio, mas nem chegou ao hospital e minha mãe precisa de ajuda. Ela não está em choque, chorando sem parar ou algo assim, na verdade ela não chorou e não consegue parar quieta. É assim que ela fez em 2010 com o meu avô, alguns anos depois com a minha avó e agora com ele. Há meses eu não o via, muito menos meus filhos que sempre perguntam do vô e da vó, mas eu ainda não conseguia lidar com as pessoas que me ajudaram a ser tão amarga.
Agora ele se foi, nunca mais terei a oportunidade de tentar e ter um pai de verdade, que eu ligo quando preciso de conselhos e que joga bola com meus filhos nos feriados.
A verdade é que eu estou brava, não pelos mesmos motivos de antes, mas por ele ter ido sem eu conseguir conversar, sem ter dito “tudo bem, pai, já passou e ficar guardando essas coisas não adianta, não fica assim”, ou “pai, eu já te desculpei e agora vamos mudar de assunto porque o Palmeiras vai jogar”, ou só “claro que eu te desculpo”.

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Receber a notícia não é a pior parte como todos acham. Porque não parece real, ela achava que era um sonho, um pesadelo, uma brincadeira, câmera escondida do Silvio Santos. Mas não verdade.

Ela chegou na minha casa e ficou na sala, olhando para a tv e esperando. Todos em volta corriam, não queriam parar para pensar sobre, e ela também queria poder se ocupar mas não deixaram: “você não precisa fazer nada hoje”. Então ela ficou “assistindo” tv e aguardando até a hora de sair, chorou um pouco.

“Será que é verdade?”

No velório tinha muita gente. Ela sempre gostou das pessoas, de falar e conversar e contar piadas, sempre teve a boca suja e adorava de ver como todos reagiam aos palavrões. Os parentes e amigos vinham conversar, ela agradecia a atenção, jogava um pouco de papo fora e partia para o próximo grupo de pessoas.

O choro veio novamente quando o caixão chegou. Como assim era ele ali? Com aquela cara calma, como se estivesse só dormindo depois do almoço, esperando o jogo do Santos? “Por que ele? Por que aconteceu comigo?” e precisou sentar um pouco.

“Por que eu preciso aguentar tudo isso?”

No caminho para o cemitério o carro foi meio quieto, às vezes tentavam puxar assunto porque o caminho era longo: não é fácil achar um lugar bonito e facilmente acessível. Ela não ligava para a distância, afinal seria ali que ele descansaria, consideravelmente longe, mas na paz da distância dos prédios, do trânsito e do barulho das cidades. Igualzinho a Cianorte, onde eles moraram por tanto tempo.

Era difícil digerir tudo aquilo, ela queria poder trocar de lugar. “Eu já vivi bastante, eu que estou com problema no joelho e já não posso andar muito”, na barganha interna ela esqueceu que ele já tivera um derrame e estava com Alzheimer.

“Mas ainda quero trocar de lugar. Ou ir junto”

O pior aconteceu quando o caixão começou a descer. A verdade a machucou como ninguém nunca tinha feito e dificilmente fará. Ela quase caiu, foi amparada pelos netos, e chorou e soluçou até a dor tomar conta do corpo todo, assim ela não a percebia mais. O estupor era forte, ela resolveu deixar tudo para lá.

“Pra que me preocupar? Nem dor eu sinto”.

Muitos meses dormindo na casa das filhas, passando os dias longe de casa. Com o tempo veio a conclusão de que a vida não para, ela podia fazer suas coisas depois de tudo, não era crime viver.

A verdade é que até hoje ela não sabe se aceitou ou se continua no mesmo estupor desde o momento em que jogou o punhado de terra sobre o caixão. Se realmente há um meio de superar e viver como todos dizem que ela deve fazer.

Mas ela não quer saber, não liga, é muito paciente e está só esperando. O que, exatamente, ela não sabe, mas sabe que está chegando e o estupor vai passar. Infelizmente não será bom para todo mundo, mas ela sabe que alguém vai entender e ficar feliz porque a dor finalmente terá ido embora e ela o encontrará por lá, o lugar igualzinho a Cianorte, onde eles moraram por tanto tempo.

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agosto 15, 2013 · 5:55 pm

Do ego nas internets

As vezes eu tenho uns brainstorm (leia-se: fico entediada e começo a filosofar do modo mais barato possível) sobre a vida e o dessa semana é sobre nosso egocentrismo online.

Quase todo mundo usa as redes sociais para contar sobre a vida e/ou postar imagens, vídeos etc., mas com o tempo apareceram os check-in’s. Facebook e Foursquare: estou no Lugar X, com Essas Pessoas; GetGlue: estou assistindo/lendo/jogando Tal Coisa.

Além, é claro, das redes sociais de pergunta e resposta ou definidoras: formspring, ask.fm, threewords etc.

E todos eles encaminham para o Twitter, Facebook, Orkut, Limão, Sônico, Chat do Uol e a puta que pariu, como se todos seus amigos quisessem receber essa enxurrada de informações que ninguém pediu.

Eu não nego: uso GetGlue e Foursquare, acho legal manter um tracking do que eu assisto e para onde vou, principalmente porque compartilho com o Twitter e Facebook e posso relembrar tudo isso com o TimeHop. (percebam o tanto de redes sociais incluídas num só parágrafo que se refere a uma única pessoa. Sua mãe usa o Facebook pra falar com as amigas, postar fotos de cachorros e olhe lá, se você falar o nome de todas essas redes sociais é capaz da cabeça dela explodir e aparecer um buraco negro)

Mas a questão é: vocês já pararam pra pensar que 98% dos seus amigos/seguidores não querem realmente saber de tudo isso? Uma coisa é usar o Foursquare (já que os que estão lá querem a função dessa rede social para eles), outra é postar onde você está no Twitter e no Facebook como se alguém realmente quisesse saber disso. Tirando os dias em que eu estou indo encontrar meus amigos dificilmente leio qualquer check-in de Foursquare em qualquer rede social. É como se meu cérebro tivesse criado um filtro “Não me interessa mas é socialmente aceitável”, ou seja, eu não leio e estou pouco me fodendo pra onde você está, mas não reclamo porque todo mundo faz.

Só que ai aparecem os sites e redes sociais pouco aceitos, usados por quem atingiu um novo nível de oversharing: ask.fm, Quem olhou seu twitter, Quantas pessoas olharam seu perfil, Quantos RT’s e Fav’s você recebeu na semana etc ad infinitum. Conheço algumas pessoas que usam isso aí, eu mesma experimentei o de RT’s na semana, mas no 1º compartilhamento já fiquei com preguiça e desvinculei minha conta.

Não julgo quem usa esses sites porque todo mundo é egocêntrico, todos gostam de imaginar que sim, eu sou interessante e todos querem saber da minha vida (triste realidade). Mas é como chegar na sua roda de amigos e do nada soltar uma cachoeira de informações que ninguém pediu: “assisti filme X, fui no lugar Y com Fulano, consegui achievement Z, 40 pessoas olharam meu perfil hoje e olha a foto do meu gato comendo um pernilongo LOL”. Eu realmente espero que você não faça isso, parece sintoma de esquizofrenia.

É aleatório, é desnecessário e agora virou rotina na sociedade online. Quando eu penso nisso até dá aquela vergonhazinha alheia, aquela que você torce a cara sozinho, sabe? Porque eu paro e faço uma lista de pessoas que podem estar verdadeiramente interessadas onde eu estou e no que estou fazendo: o namorado e minha mãe. Pronto. Acabou a lista aí mesmo.

E uma observação: os dois podem me ligar, mandar sms ou mensagem no whatsapp se quiserem saber o que eu to fazendo, onde e com quem. Daí… A vergonha alheia volta.

Claro que o compartilhamento pode ser útil porque você mostra lugares e coisas que seus amigos não conhecem e podem vir a conhecer, mas isso é conversa pra aula de Sociologia com o tema “A internet está acabando com as relações interpessoais”.

De qualquer modo, foi só uma ideia que estava coçando na minha cabeça e eu queria falar sobre. Então você pergunta “quem disse que eu quero saber disso?” e eu respondo “pronto, você entendeu a ideia desse post”.

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Do sofrimento por antecipação

10hrs da noite, domingo

– Ai, amor, to muito irritada. Tenho que acordar 5 da manhã.

– Por quê?

– Meu chefe pediu ajuda numa reunião e eu preciso chegar antes para arrumar tudo, a reunião é às 8 e eu preciso estar no escritório umas 6:30.

– Que absurdo, por que você?

– Ah, eu não considero isso algo ruim, afinal o chefe confia que eu deixarei tudo certo pra uma reunião importante!

– Então por que você tá reclamando, sua maluca?

1 hora depois

– E foi assim que ele terminou com ela, na frente de todo mundo, na porta do escritório.

– E ela não fez nada? Ficou lá ouvindo os gritos com cara de paisagem?

– Pois é, acho que ela entrou em choque… Fiquei com dó, mas não quis me meter, vai que aquele namorado maluco resolve me xingar também, né.

– Ah, mas se ele faz isso eu procuro o idiota até o 7º círculo do inferno pra perguntar por que ele é tão babaca.

– … Aham

– Faço isso, sim. Sou calmo com tudo, mas ninguém te xinga. Só eu.

– Mas você também não me xinga.

– Viu?

Outra 1 hora depois…

– E é por isso que o liberalismo não é bom.

– Mas você é um comunista de araque, né, amor?

– Eu só acho que a população precisa crescer começando embaixo, porque assim as camadas superiores evoluem também. É assim que a vida tem que ser.

– Ok, faz sentido.

– Claro que faz sentido, eu que to te falando.

– Vai dormir, comunistinha.

1 hora da manhã, segunda

– Nossa, esses programas da madrugada são horríveis

– São, mas são engraçados.

– Podia reprisar o Silvio Santos.

– Né? Hoje nós assistimos o programa?

– Não, nós assistimos aquela maratona do History Channel.

– Você assistiu aquilo, eu fiquei na internet.

– Como se isso fosse melhor!

– Claro que é, internet reúne todas essas informações do History e na outra aba eu posso ler o Reddit.

– Justo.

Meia hora depois…

– Amor! Você acorda em três horas e meia!!

– Eu? Por quê?

– Você não falou da reunião e do seu chefe e da menina que foi chutada pelo namorado?

– Sim, mas o que tem?

– … Você disse que precisa acordar às 5 da manhã, Juliana.

– Ahhhh, não, não. Eu acordo às 5, mas em 2 semanas, não amanhã.

– … Por que você veio falar daquele jeito, então?

– Ué, porque eu descobri hoje, vi meu email e tinha uma mensagem do chefe explicando tudo aquilo.

– …

– Ai, amor, me deixa sofrer por antecipação, quem sabe na hora a agonia é menor?

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Das redes sociais

Eu sinto que to cansando um pouco da internet.

Não da ferramenta em si, mas das pessoas. Assim como eu canso de viver no mundo, na sociedade, porque as pessoas são idiotas e estragam ela, as pessoas estão estragando a internet.

Essa é a beleza e a tristeza de viver numa democracia que nos permite postar qualquer coisa por aqui. Tipo isso:

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Cara, japoneses são estranhos.

Ou isso:

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Ou isso:

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Ou ainda isso:

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Mas enfim. O problema são as pessoas. Essa frase é muito recorrente aqui no blog por motivos de ser uma das maiores verdades do mundo. Se a resposta pra Vida, o Universo e Tudo Mais não fosse 42 seria “O problema são as pessoas” com certeza.

Tudo na internet vira motivo de: piada, revolta, revolta pela piada, piada da revolta. Tudo.

A Hebe morreu e tem a classe de comediantes do Twitter, que se acham o Chico Anysio da nossa geração, fazendo piadinhas ruins e sem graça (ok, algumas tem graça.) sobre ela.

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Eu digitei HEBE na pesquisa do Twitter e apareceram esses 3 logo de cara. Sério.

Tem o pessoal do “Tanta gente morrendo porque não tem o que comer e vocês preocupados com a morte da Hebe, que era rica, trabalhava na TV e era amiga do Silvio Santos. Seus capitalistas”:

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Tem coisa mais importante pra se falar mas a senhora tá falando dela, né?????? Quero um trabalho sobre a metafísica da anarquia até às 8 da manhã na minha mesa, bitch.

O pessoal que não se conforma com os comediantes conseguirem fazer piada com tudo:

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Ok, eu tenho que concordar com o Xaropinho

E os indivíduos que acham graça na revolta alheia e fazem piadas (normalmente são os mesmos da 1ª ilustração da lista):

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Insira sua piada ou revolta sobre a piada que gerou revolta que gerou piada

Vocês entenderam, né?

Em 2008/2009 isso era maneiro, mas tantos anos desse jeito, só mudando o alvo, cansa, né?

Não que eu seja exceção, meu Twitter se resume em reclamações, algumas piadinhas sem nexo e sem graça e RT’s tão maneiros quanto ruins (como 99.9% das contas desse microblog de meu deus):

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Oi gente

Então, o meu ponto é: o Orkut era legal, até não ser mais porque apareceu o pessoal que •ºoO PeGaH mAiS nUm Si ApEgA Ooº• (caralhada, que difícil escrever assim, como vocês, pessoas ruins na vida, conseguiam?). Todos migraram pro Facebook, porque ele era em inglês e só o pessoal maneiro e descolado usava. Apareceu o Twitter e foi a mistura do Orkut com o Facebook, entretanto, poucas pessoas dessa massa sobreviveram àquela limitação de 140 caracteres, mas isso não quer dizer que eles sejam mais que demais, e tanto eles quanto os Feici, os blogueiros, os vlogueiros, “civis”, você e eu conseguem aparecer com assuntos awesome, mas os saturam a ponto de todas as redes sociais ficarem intragáveis.

Esse é o ciclo da vida das internets, mais especificamente das redes sociais, e vai ser assim até que a internet exploda e nós precisaremos reaprender como se usa lápis e caneta no papel.

Só que, como eu disse, isso engloba todo mundo, até eu:

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Pra quem quiser assistir pode clicar aqui (não aconselhado para pessoas com estômago sensível ou que esteja com o chefe/familiar passando atrás da cadeira; E esse o bicho está na vagina e não na bunda, mas ok).

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Do vicio

Pessoas viciadas em celulares são piores que os xiitas.

Nós somos uma raça nova, que defende o celular como se defende um filho, e ficar sem ele é uma dor maior do que terminar um namoro longo.

É triste, eu odeio ser assim, queria conseguir não usar celular, ou só ter um de R$100,00 pra ligações. O único problema é que: a parte que eu menos gosto no celular são as ligações.

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