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Uma (breve) divagação sobre boas intenções

Eu nunca gostei da frase “de boas intenções o inferno está cheio”, porque, se é uma boa intenção, como pode ser encaixada numa figura que representa ruindade?

Boas intenções são complicadas, porque se elas não saem como o planejado, parecem ruins. Tem muita intenção ruim disfarçada de boa, mas a boa pode ser tão prejudicial quanto uma que tinha o objetivo de magoar. Entendeu? Não? Acho que nem eu.

Enfim, eu reclamo das pessoas, da vida, da humanidade, mas tenho tendências a acreditar quando alguém diz que “não fez por mal”. A situação pode ser absurda, parece que foi tudo um plano maligno pra eu me foder na vida, mas se a pessoa diz que foi sem querer, se eu achar que é verdade, vou adotar aquilo como certo e pronto, acabou a história, todos seguem com a vida.

Boas intenções podem dar em cenários ruins, acabar em choro, em briga, em mágoa. E quem tentou fazer algo certo, acaba se sentindo o último idiota do Reinado dos Imbecis, no Século dos Tapados. É triste. Já aconteceu com todo mundo, tanto ser o bem-intencionado quanto tomar no cu porque alguém achou que estava te ajudando, então, não dá pra apontar o dedo e soltar um VOCÊ É BURRO OU ISSO AQUI É PEGADINHA?

A verdade é que a melhor política é: não se meta. Você acha que o negócio tá ruim, que a pessoa está mal? Conversa com ela, pergunta, se intrometa diretamente, porque se você não conhecer o fulano direito, e tentar consertar as coisas “indiretamente”, em 90% dos casos vai dar em dor de cabeça.

Sei lá, eu prefiro que um colega venha me perguntar o que tá acontecendo, e não ir atrás de algum amigo que saiba da história e tente consertar algo que ele, muito provavelmente, nem sabe direito o que é e como é.

De qualquer forma, isso não é uma indireta, não é direcionado pra ninguém, é só algo que eu pensei e acho que seria de ajuda pra muita gente que tenta fazer o certo e acaba se estabanando no processo.

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Do ego nas internets

As vezes eu tenho uns brainstorm (leia-se: fico entediada e começo a filosofar do modo mais barato possível) sobre a vida e o dessa semana é sobre nosso egocentrismo online.

Quase todo mundo usa as redes sociais para contar sobre a vida e/ou postar imagens, vídeos etc., mas com o tempo apareceram os check-in’s. Facebook e Foursquare: estou no Lugar X, com Essas Pessoas; GetGlue: estou assistindo/lendo/jogando Tal Coisa.

Além, é claro, das redes sociais de pergunta e resposta ou definidoras: formspring, ask.fm, threewords etc.

E todos eles encaminham para o Twitter, Facebook, Orkut, Limão, Sônico, Chat do Uol e a puta que pariu, como se todos seus amigos quisessem receber essa enxurrada de informações que ninguém pediu.

Eu não nego: uso GetGlue e Foursquare, acho legal manter um tracking do que eu assisto e para onde vou, principalmente porque compartilho com o Twitter e Facebook e posso relembrar tudo isso com o TimeHop. (percebam o tanto de redes sociais incluídas num só parágrafo que se refere a uma única pessoa. Sua mãe usa o Facebook pra falar com as amigas, postar fotos de cachorros e olhe lá, se você falar o nome de todas essas redes sociais é capaz da cabeça dela explodir e aparecer um buraco negro)

Mas a questão é: vocês já pararam pra pensar que 98% dos seus amigos/seguidores não querem realmente saber de tudo isso? Uma coisa é usar o Foursquare (já que os que estão lá querem a função dessa rede social para eles), outra é postar onde você está no Twitter e no Facebook como se alguém realmente quisesse saber disso. Tirando os dias em que eu estou indo encontrar meus amigos dificilmente leio qualquer check-in de Foursquare em qualquer rede social. É como se meu cérebro tivesse criado um filtro “Não me interessa mas é socialmente aceitável”, ou seja, eu não leio e estou pouco me fodendo pra onde você está, mas não reclamo porque todo mundo faz.

Só que ai aparecem os sites e redes sociais pouco aceitos, usados por quem atingiu um novo nível de oversharing: ask.fm, Quem olhou seu twitter, Quantas pessoas olharam seu perfil, Quantos RT’s e Fav’s você recebeu na semana etc ad infinitum. Conheço algumas pessoas que usam isso aí, eu mesma experimentei o de RT’s na semana, mas no 1º compartilhamento já fiquei com preguiça e desvinculei minha conta.

Não julgo quem usa esses sites porque todo mundo é egocêntrico, todos gostam de imaginar que sim, eu sou interessante e todos querem saber da minha vida (triste realidade). Mas é como chegar na sua roda de amigos e do nada soltar uma cachoeira de informações que ninguém pediu: “assisti filme X, fui no lugar Y com Fulano, consegui achievement Z, 40 pessoas olharam meu perfil hoje e olha a foto do meu gato comendo um pernilongo LOL”. Eu realmente espero que você não faça isso, parece sintoma de esquizofrenia.

É aleatório, é desnecessário e agora virou rotina na sociedade online. Quando eu penso nisso até dá aquela vergonhazinha alheia, aquela que você torce a cara sozinho, sabe? Porque eu paro e faço uma lista de pessoas que podem estar verdadeiramente interessadas onde eu estou e no que estou fazendo: o namorado e minha mãe. Pronto. Acabou a lista aí mesmo.

E uma observação: os dois podem me ligar, mandar sms ou mensagem no whatsapp se quiserem saber o que eu to fazendo, onde e com quem. Daí… A vergonha alheia volta.

Claro que o compartilhamento pode ser útil porque você mostra lugares e coisas que seus amigos não conhecem e podem vir a conhecer, mas isso é conversa pra aula de Sociologia com o tema “A internet está acabando com as relações interpessoais”.

De qualquer modo, foi só uma ideia que estava coçando na minha cabeça e eu queria falar sobre. Então você pergunta “quem disse que eu quero saber disso?” e eu respondo “pronto, você entendeu a ideia desse post”.

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Do sofrimento por antecipação

10hrs da noite, domingo

– Ai, amor, to muito irritada. Tenho que acordar 5 da manhã.

– Por quê?

– Meu chefe pediu ajuda numa reunião e eu preciso chegar antes para arrumar tudo, a reunião é às 8 e eu preciso estar no escritório umas 6:30.

– Que absurdo, por que você?

– Ah, eu não considero isso algo ruim, afinal o chefe confia que eu deixarei tudo certo pra uma reunião importante!

– Então por que você tá reclamando, sua maluca?

1 hora depois

– E foi assim que ele terminou com ela, na frente de todo mundo, na porta do escritório.

– E ela não fez nada? Ficou lá ouvindo os gritos com cara de paisagem?

– Pois é, acho que ela entrou em choque… Fiquei com dó, mas não quis me meter, vai que aquele namorado maluco resolve me xingar também, né.

– Ah, mas se ele faz isso eu procuro o idiota até o 7º círculo do inferno pra perguntar por que ele é tão babaca.

– … Aham

– Faço isso, sim. Sou calmo com tudo, mas ninguém te xinga. Só eu.

– Mas você também não me xinga.

– Viu?

Outra 1 hora depois…

– E é por isso que o liberalismo não é bom.

– Mas você é um comunista de araque, né, amor?

– Eu só acho que a população precisa crescer começando embaixo, porque assim as camadas superiores evoluem também. É assim que a vida tem que ser.

– Ok, faz sentido.

– Claro que faz sentido, eu que to te falando.

– Vai dormir, comunistinha.

1 hora da manhã, segunda

– Nossa, esses programas da madrugada são horríveis

– São, mas são engraçados.

– Podia reprisar o Silvio Santos.

– Né? Hoje nós assistimos o programa?

– Não, nós assistimos aquela maratona do History Channel.

– Você assistiu aquilo, eu fiquei na internet.

– Como se isso fosse melhor!

– Claro que é, internet reúne todas essas informações do History e na outra aba eu posso ler o Reddit.

– Justo.

Meia hora depois…

– Amor! Você acorda em três horas e meia!!

– Eu? Por quê?

– Você não falou da reunião e do seu chefe e da menina que foi chutada pelo namorado?

– Sim, mas o que tem?

– … Você disse que precisa acordar às 5 da manhã, Juliana.

– Ahhhh, não, não. Eu acordo às 5, mas em 2 semanas, não amanhã.

– … Por que você veio falar daquele jeito, então?

– Ué, porque eu descobri hoje, vi meu email e tinha uma mensagem do chefe explicando tudo aquilo.

– …

– Ai, amor, me deixa sofrer por antecipação, quem sabe na hora a agonia é menor?

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Das redes sociais

Eu sinto que to cansando um pouco da internet.

Não da ferramenta em si, mas das pessoas. Assim como eu canso de viver no mundo, na sociedade, porque as pessoas são idiotas e estragam ela, as pessoas estão estragando a internet.

Essa é a beleza e a tristeza de viver numa democracia que nos permite postar qualquer coisa por aqui. Tipo isso:

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Cara, japoneses são estranhos.

Ou isso:

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Ou isso:

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Ou ainda isso:

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Mas enfim. O problema são as pessoas. Essa frase é muito recorrente aqui no blog por motivos de ser uma das maiores verdades do mundo. Se a resposta pra Vida, o Universo e Tudo Mais não fosse 42 seria “O problema são as pessoas” com certeza.

Tudo na internet vira motivo de: piada, revolta, revolta pela piada, piada da revolta. Tudo.

A Hebe morreu e tem a classe de comediantes do Twitter, que se acham o Chico Anysio da nossa geração, fazendo piadinhas ruins e sem graça (ok, algumas tem graça.) sobre ela.

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Eu digitei HEBE na pesquisa do Twitter e apareceram esses 3 logo de cara. Sério.

Tem o pessoal do “Tanta gente morrendo porque não tem o que comer e vocês preocupados com a morte da Hebe, que era rica, trabalhava na TV e era amiga do Silvio Santos. Seus capitalistas”:

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Tem coisa mais importante pra se falar mas a senhora tá falando dela, né?????? Quero um trabalho sobre a metafísica da anarquia até às 8 da manhã na minha mesa, bitch.

O pessoal que não se conforma com os comediantes conseguirem fazer piada com tudo:

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Ok, eu tenho que concordar com o Xaropinho

E os indivíduos que acham graça na revolta alheia e fazem piadas (normalmente são os mesmos da 1ª ilustração da lista):

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Insira sua piada ou revolta sobre a piada que gerou revolta que gerou piada

Vocês entenderam, né?

Em 2008/2009 isso era maneiro, mas tantos anos desse jeito, só mudando o alvo, cansa, né?

Não que eu seja exceção, meu Twitter se resume em reclamações, algumas piadinhas sem nexo e sem graça e RT’s tão maneiros quanto ruins (como 99.9% das contas desse microblog de meu deus):

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Oi gente

Então, o meu ponto é: o Orkut era legal, até não ser mais porque apareceu o pessoal que •ºoO PeGaH mAiS nUm Si ApEgA Ooº• (caralhada, que difícil escrever assim, como vocês, pessoas ruins na vida, conseguiam?). Todos migraram pro Facebook, porque ele era em inglês e só o pessoal maneiro e descolado usava. Apareceu o Twitter e foi a mistura do Orkut com o Facebook, entretanto, poucas pessoas dessa massa sobreviveram àquela limitação de 140 caracteres, mas isso não quer dizer que eles sejam mais que demais, e tanto eles quanto os Feici, os blogueiros, os vlogueiros, “civis”, você e eu conseguem aparecer com assuntos awesome, mas os saturam a ponto de todas as redes sociais ficarem intragáveis.

Esse é o ciclo da vida das internets, mais especificamente das redes sociais, e vai ser assim até que a internet exploda e nós precisaremos reaprender como se usa lápis e caneta no papel.

Só que, como eu disse, isso engloba todo mundo, até eu:

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Pra quem quiser assistir pode clicar aqui (não aconselhado para pessoas com estômago sensível ou que esteja com o chefe/familiar passando atrás da cadeira; E esse o bicho está na vagina e não na bunda, mas ok).

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Simpatia, humanos zumbis e sacos peludos

Comecei a perceber que N fatores impedem as pessoas de praticarem a dita ~simpatia~.

A verdade é que faz anos que eu penso nisso, porque eu sou uma dessas que agradece o motorista do ônibus quando ele para, que diz obrigada e bom dia para cobradores e porteiros e atendentes de todos os comércios por onde eu passo. Mamãe me ensinou assim, e eu acho justo, porque 1) sou uma boa menina, que segue o que mamãe  papai ensinaram 2) tem dias que um BOA TARDE, AMG ajuda a melhorar seu humor absurdamente, true story.

Mas tem horas em que você se arrepende disso, as pessoas são tão carentes, tão babacas, tão necessitadas de um “obrigada”, que elas acham que você é melhor amiga/namorada/mãe/esposa só porque foi educada. Essa semana eu fui entrar no ônibus e o cara que estava na minha frente deixou que eu entrasse primeiro, olhei pra ele e disse “obrigada” baixinho, ele deu um aceno de cabeça e pronto, entrei no ônibus e sentei. Dentro do ônibus tinham exatas 4 pessoas: o motorista, o cobrador, eu e o cara, adivinhem onde o cara sentou: a) em qualquer um dos 3 bilhões de bancos vazios b) no colo do cobrador c) na cabeça do motorista d) do meu lado.

Vou falar nada.

Tudo bem, não era o fim do mundo e eu resolvi ignorar a situação e ler minha revista. Não, eu não consigo ler em ônibus ou carro, fico enjoada, mas ou olhava pra revista ou ia socar o infeliz porque ele, além de sentar do meu lado, ficou olhando pra minha cara. Tipo “oi, você me agradeceu, vamos casar??? Nossa filha vai chamar Larriane e o menino será Bruninho. Diminutivo mesmo, porque já existem muitos Bruno’s no mundo”.

Nessas horas eu tenho vontade de bater na cabeça do indivíduo com uma tampa de privada, porque eles estragam toda a minha vontade de ser uma pessoa educada. Mas isso não ganha daquelas vezes em que uma você se aproximou de alguém legal, e você quer ser amiga, mas o ser acha que você querendo algo a mais. Sim, o mundo é movido pelo algo a mais, todo mundo gosta de sentir que o outro está interessado, mas talvez seja legal você ter certeza se a pessoa quer ou não antes de agir que nem um coelho no cio.

“Er… Não foi isso que eu quis dizer quando te chamei pra ir no cinema, só queria te distrair da morte da sua avó”

 Vocês podem chamar isso de friendzone, eu chamo de PNGC, Penegedê, ou “Pessoa Normal que Gosta de Conversar”. Ok, é difícil quando você é a parte enganada, mas é a vida, aceite a realidade: você não é tão sensual, ou não é sensual a ponto de fazer qualquer um, à sua escolha, desejar o seu corpo nu. Para de ser egocêntrico e vai procurar o que fazer.

A última vez em que eu pensei sobre isso estava andando na estação de trem e viajando fortemente na vida, e, do nada A HUGE WAVE OF ZOMBIES IS APPROACHING. Não, calma ai, não são zumbis, a situação é pior: pessoas com pressa de chegar em casa. Sério: zumbis são bem mais fáceis de lidar do que pessoas apressadas, esse tipo de gente é meio imprevisível, elas andam para todos os lados, entram em qualquer espaço, ocupado ou não, e, a única semelhança com zumbis,  elas quase comem seu cérebro se você as atrapalha.

QUEM CHEGAR EM CASA PRIMEIRO É O REI DO MUNDO!

 Poucas coisas dão mais medo do que essa multidão saindo do trem/metrô/estação.

Outro dia uma mulher tropeçou no meio dessa onda de pessoas raivosas, caiu pra frente e atrapalhou o pessoal atrás, ninguém ajudou, na verdade acho que só não a chutaram até a morte porque estavam com pressa demais até pra isso. E o que eu fiz? Olha, eu queria rir, porque né, eu não sou tão boa pessoa assim, mas, antes de poder ajudar, ela levantou e saiu correndo como seus semelhantes de manada.

Eu só queria que eles parassem de correr ou, no mínimo, não corressem no único lado da escada que é destinado pra quem tá indo no sentido contrário ao deles.

Com certeza que esse povo que corre é o mesmo tipo que deixa pentelhos no sabonete, CERTEZA. Gente que deixa pentelho no sabonete deve ter alguma crise de superioridade, porque, pra deixar aqueles negócios no sabão a pessoa só pode achar que o próximo vai curtir muito aquele ninho de pelos grossos. Não é assim, gente, não é assim.

Quando eu casar (LOL?), se o marido deixar qualquer pelinhozinho no sabonete eu vou amarrar ele na cama e, enquanto ele estiver esperando uma noite de sexo selvagem, vou arrancar os pelos do saco dele com uma pinça.

Amo-ooor, vem aqui no quarto.

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Relacionamentos, zumbis e pentelhos no sabonete

Cá estou eu, tentando escrever um post nesse blog mágico, engraçado, lindo de morrer e que todos vocês tanto amam. Assistindo Scott Pilgrim, pensando na vida e decidindo umas coisas, e essas coisas são difíceis.

As últimas 3 ou 4 semanas foram complicadas para a minha pessoa, parecia que a vida estava afim de comer farofa bem em cima de mim, sabe? Estou quase decidindo viver com os meus pais até um deles morrer, dai eu sobrevivo com o seguro de vida e O QUE É ISSO, ISADORA MORAES? Tá, desculpa, todos nós sabemos que isso não acaba bem.

Mamãe e papai esqueceram de avisar que casos envolvendo pessoas ricas sempre são solucionados

Enfim, eu estava pensando em relacionamentos… Se relacionar com as pessoas é difícil, né? Principalmente porque todo mundo gostam de um drama, aquela coisa de fazer joguinhos, cu doce e mimimi’s infinitos. A sinceridade passou de velotrol (opa, faz tempo que não uso essa palavra) e deu um tchau de longe, porque esse pessoal adora falar uma coisa quando quer dizer outra. Sei la, se vocês tivessem alzheimer eu perdoaria, mas fazer essas coisas só pra coitada da pessoa ir atrás, você se sentir amado e numa comédia romântica pastelão é triste.

Esperando o mozão da vida vir me amar sem eu dar sinal algum de que quero isso.

Mas também tem os lindos dos homens que inventaram a ~friendzone~: amigos, se uma mulher diz, com todas as letras, que não quer nada, ela não quer nada. Se ela falar diretamente, mas simpática, ela só não quer te chatear, não quer dizer que ela está de brinks, querendo ver se você realmente está afim, não não não, ela só quer ser legal e não uma pessoa babaca. O problema é que, quando uma mulher age assim, os caras não entendem, insistem e a mulher só consegue se livrar quando é grossa. Dai a infeliz é uma louca, que não sabe o que quer, podia ter falado desde o começo que não queria nada, não precisava ser pau no cu —-> ela falou desde o começo, seu lindo.

Sei lá, o problema são as pessoas. Todos gostam de se fazer de coitados, dizer que não são bonitos ou legais de verdade, (porque assim, os amigos dizem o contrário e a pessoa se sente bem) mas o que acontece é: nós somos egocêntricos e não conseguimos assimilar quando alguém nos rejeita. Pois é, você não é tudo isso que a sua mãe e sua madrinha disseram, amigo.

Gente assim me dá vontade de morrer, além de acharem que são o último biscoito do pacote, são burros pra caralho. (Existe uma teoria do “pra caralho”, está no blog do @robgordon_sp, eu não vou pegar o link direto, sejam grandinhos e usem o search, sei lá) E gente burra me lembra apocalipse zumbi.

Porque né? Em todo grupo de sobreviventes tem a pessoa tapada, aquele ser tão obtuso que você não tem certeza como ainda está vivo, ou tem certeza que ele(a) só não morreu porque o líder do grupo é muito bom. Isso acontece em The Walking Dead (série sobre um grupo de sobreviventes num apocalipse zumbi blablabla, ok) e o último episódio me deixou agoniada, porque três personagens foram tão burros que eu ainda fico com raiva quando lembro deles.

Mas, resumidamente: um dos personagens é uma criança. Essa criança me faz pensar que o mundo tá realmente fodido se ela é o futuro dele, porque todo mundo sabe que [SPOILER] não dá pra sair de baixo do carro só porque a massa principal de zumbis passou, porra. É óbvio que tem os mais lentos que ainda estão vindo, for motherfucker jesus sake. [/SPOILER]

“Crianças conseguem ser mais burras que… Bom, eu.”

 Eu não sou dessas pessoas que odeiam crianças gratuitamente, eu odeio crianças que não usam o pequeno cérebro, assim como eu odeio adolescentes, jovens, adultos e idosos que não usam os respectivos cérebros. Quem não entende que apertar a pasta de dente no meio, em vez de ir apertando do fundo para a frente, é burrice e vai te fazer perder tempo no futuro? Por que é tão difícil entender isso? Se você vai apertando a pasta desde o fundo, quando ela estiver acabando você não vai precisar se matar, apertando de pouquinho em pouquinho o tubo todo, seu idiota.

Enfim, isso é uma das coisas que mais me irritam no mundo, isso e pentelhos/pelos/cabelos no sabonete, mas isso não é assunto pra esse post.

WHYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY?

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Aniversários, roupas que somem e DST’s

Aniversário é uma coisa complicada, né? Na verdade é algo polêmico. Tá, não é um assunto tão polêmico quanto mamilos, mas tá quase lá, poxa vida.

“ANIVERSÁRIOS… São polêmicos.”

Enfim, eu estava pensando e aniversários são difíceis. Tem gente que ama fazer aniversário, ficar mais velho, mais responsável e mais respeitável (Não sou eu que to dizendo isso, afinal, quem faz aniversário e fica mais responsável por isso? Por exemplo, o infeliz que faz 18 anos e começa a dirigir por ai bêbado, uma vez que ele já pode dirigir, comprar bebida e é responsável. Aham, a seu pai também). A verdade é que poucas pessoas maiores de 20 anos gostam de fazer aniversário, só os sub20 realmente gostam porque fazer 20 anos, aparentemente, é mágico… Deve ter algo legal em mudar de digito na casa da esquerda. Você é um ~jovem~, você é maior de idade no Brasil, se estiver na faculdade já tá na metade do curso, é um pseudo-adulto que ainda joga bola com os amigos do colegial de domingo e gosta de assistir Dragon Ball Z antes de dormir. Ou uma jovem bonita, estudiosa, que não deixa a mãe jogar fora as Barbies que estão mofando no armário. Além de, na 1ª viagem só com os amigos, pensar incontáveis vezes “minha mãe poderia estar aqui pra encontrar a minha sunga/parte de baixo do biquíni”.

“To com saudade da comida da minha mamain”

Falando nisso, mães tem o dom de encontrar coisas perdidas em casa. Sei la, deve ser um superpoder que você adquire assim que o filho sai pelo meio das pernas, todo ensebado, sangrando e chorando. Por exemplo, um dia uma das minhas camisas do Palmeiras sumiu, eu revirei meu quarto, o guarda-roupa, o guarda-roupa do meu irmão, o cesto de roupa suja, e nada daquela porra de camisa aparecer. “MÃE, QQ CÊ FEZ COM A MINHA CAMISA DO PALMEIRAS?” e ela, toda galante “TÁ LOUCA, MENINA? ACHA QUE EU VOU QUERER O QUE COM A SUA CAMISETA DE PALMEIRAS? PROCURA NA SUA BAGUNÇA, APOSTO QUE TÁ AI” “NÃO TÁ, MÃE, EU JÁ PROCUREI. QUE SACO, VIU. EU COLOCO AS ROUPAS PRA LAVAR E ELAS SOMEM, APOSTO QUE TEM UM BURACO NEGRO NA SECADORA”, dai a coisa fica perigosa, porque ela respondeu “Menina, se eu for ai procurar essa camiseta e encontrar, você vai ver só”. É nessa hora que você decide: é matar ou morrer; se ficar o bicho pega, se correr o bicho come; mas como eu sou rebelde falei “VEM PROCURAR, ENTÃO” e, claro, ela encontrou. “Eu devia te fazer engolir isso aqui pra você aprender a procurar as coisas direito”.

Mamãe Wins

Enfim, eu tava falando de aniversários, desculpem a falta de concentração, é que to ouvindo música, e quando eu escrevo ouvindo música a coisa fica nessa belezinha, porque eu tenho DDA, não muito do mal a ponto de eu ser meio lesada não conseguir me concentrar direito e errar tudo e divagar e esquecer do que eu tava falando olha um passarinho na janela.

Anyway, aniversários: pessoas que gostam de aniversário são parecidas com as que gostam de Natal. Pois bem, eu não gosto de Natal, porque eu acho idiota (pra caralho) todo mundo “feliz” e “unido” porque jesus nasceu. Dai aniversários são parecidos, porque as pessoas são legais com você só porque você nasceu… Tá, eu até gosto de aniversário quando só pessoas que realmente desejam minha felicidade, saúde, dinheiro e sexo, falam isso pra mim. Mas, por exemplo, tem gente que acha desnecessária essa atenção, uma vez que eles não fizeram “nada” pra que merecessem essas coisas, “jesus morreu por nós, enquanto eu não arrumei nem a minha cama hoje” <- Essa é uma boa frase.

Sei lá, eu gosto do meu aniversário porque eu ganho presentes mesmo, e dai? Uma vez que já não curto tanto “envelhecer”. Esse ano eu faço 21, serei maior de idade em to-dos-os-pa-í-ses-do-mun-do-mi-nha-gen-te, mas nem por isso eu to aqui saltitante, já que isso faz a minha formatura, a necessidade de efetivação no trabalho, casamento, filhos etc, mais próximos. PÂNICO PÂNICO. Mas pelo menos eu posso ir para os EUA e comprar bebida, pra beber na rua com a garrafa dentro daquele saquinho de pão. Isso sim é legal.

OBA

Mas tudo bem, você gostando ou não do seu aniversário, ele chegará, te fará mais velho(a), fará mais pressão para que você engate numa carreira, monte uma família e perca cabelos com seus filhos que farão sexo sem camisinha e, com sorte, só pegarão sífilis. (Tá, mentira, envelhecer é legal, você pode proibir seus filhos de praticarem qualquer ato babaca que você já praticou, mas eles vão te desobedecer, quebrar a cara e você dirá “EU TE AVISEI, SEU BONITINHO”)

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