O dia em que eu saí de casa…

… minha mãe me disse “filho vem cá”.

Não, eu não vou cantar sertanejo aqui no post, mas o título realmente faz jus ao texto.

A verdade é que eu não sai de casa (NÃO DIGA) mas vou falar sobre um dia difícil no auge dos meus 9 anos de idade: quando meus pais avisaram que íamos nos mudar.

Essa é uma das frases mais assustadoras para as crianças e para mim foi pior porque, pela primeira vez em longos 9 anos, eu tinha amigos com quem brincar.

Quem já leu esse texto sabe que eu não fui uma criança cercada de amigos, na verdade eu assistia Chaves no quintal junto com uns mendigos que se juntavam no portão para assistir também. Enfim, depois dessa época dos mendigos eu mudei para um condomínio, conheci crianças e fiz amizades. Estava tudo bem no reino do Jd. Piratininga, em Osasco, mas eu mal sabia que em breve essa felicidade acabaria, seria substituída pelas temidas palavras.

Era uma noite de sexta feira, acho que Fevereiro ou Março do ano 2000, e minha mãe soltou a bomba “Nós vamos mudar em Abril”. Para onde? Por que? Que dia? Essas não foram minhas perguntas, a única pergunta foi “E meus amigos?” porque eu estava morando naquele lugar há uns 6 ou 7 meses (sim, eu sou uma nômade da tribo Moraes da Costa, prazer) e tinha aprendido a andar de bicicleta, brincar de Mãe da Rua, Polícia e Ladrão, Esconde e Esconde, soltar pipa, atropelar outras crianças com a bicicleta, saber que só porque eu ralei meus dois joelhos inteiros não quer dizer que eu vou deixar de andar para sempre. Coisas assim. E, do nada, vindo de lugar nenhum, eu vou perder tudo isso? Meus pais estão pensando o que? Que minha vida é bagunça?

No sábado de manhã eu saí do apartamento e comecei a dar voltas pelo prédio, queria pensar em como contar para os meus amigos que eu os abandonaria em menos de 2 meses. Não sabia como falar, eu achei que ficaria naquele condomínio para sempre, porque brincar para sempre é bom, certo?

Depois de umas 3 voltas as crianças começaram a descer, elas me viam andando em círculos, em volta do meu prédio, e perguntavam o que estava acontecendo, e o que eu fazia? Ignorava, continuava andando. Como eu ia explicar aquilo? Como contar que um membro do grupo ia embora, sabe-se lá para onde, e nunca mais voltaria? O grupo ficaria incompleto para sempre, porque ninguém me substituiria. Ai mãe, se você soubesse que eu te odiei por um dia inteirinho.

Após mais umas duas voltas no prédio eles saíram do estupor causado pela falta de palavras e começaram a tentar bloquear meu caminho. Eu desvencilhava, brigava, forçava e continuava andando. Não queria contar, não queria conversar, eu estava brava com o mundo inteiro. Isso não era justo, meus pais brigavam comigo porque eu não saía de casa antes, só assistia tv, no máximo subia na árvore do quintal pra tacar coisas em quem passava na calçada (outra história), e, agora que eu finalmente tinha vizinhos legais, eles iriam me levar embora. Não existe amor justiça em Osasco.

É engraçado como para as crianças tudo é definitivo, né? Eu, eventualmente, parei de rodar pelo prédio alguma hora do dia, expliquei para eles, todo mundo ficou triste e não quis correr aquele dia. Mas aproveitamos os últimos meses de brincadeiras com a turma completa e esses meses definitivamente estão na lista de coisas que eu não pretendo esquecer. No dia da mudança a minha melhor amiga ficou comigo o tempo todo, eu dei tchau para ela, para os pais dela e para o resto das crianças, fui embora chorando o caminho inteiro. O que eu ia fazer agora? E se não existir crianças onde eu vou morar? E pior: se elas estiverem lá mas não gostarem de mim? Isso vai ser horrível, minha vida nem começou e já está acabando, que porcaria. Obrigada mãe e pai.

Eu acabei mudando para Cotia, onde vivi por mais de 10 anos, tive ótimos momentos, ótimos amigos e uns não tão ótimos assim. Sai de lá em 2010, voltei para Osasco, e há menos de uma semana eu mudei novamente. Minha família é assim, não ficam parados mas dizem que odeiam mudanças, vai entender.

A Isa mais velha, que saiu de Cotia com 19 anos, não chorou. A que saiu da última casa, aos 22, também não chorou. Acho que a Isa do futuro vai chorar quando sair dessa nova casa, pois ela sairá para ir morar sozinha, sair de perto dos pais definitivamente. Como eu vou viver sem a minha mãe e meu pai? O que eu vou fazer quando precisar de um conselho ou de ajuda com alguma coisa? Não que eu peça muitos conselhos, mas é bom saber que eles estão aqui se eu precisar. E meu irmão, que apesar dos pesares, é minha principal companhia quando estou em casa? E o Juni, o cachorro que briga comigo pra deitar nos meus travesseiros e, quando não consegue, dorme em cima da minha cabeça?

O que eu vou fazer sem eles? Ah, eu vou chorar sim, e muito.

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Das redes sociais

Eu sinto que to cansando um pouco da internet.

Não da ferramenta em si, mas das pessoas. Assim como eu canso de viver no mundo, na sociedade, porque as pessoas são idiotas e estragam ela, as pessoas estão estragando a internet.

Essa é a beleza e a tristeza de viver numa democracia que nos permite postar qualquer coisa por aqui. Tipo isso:

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Cara, japoneses são estranhos.

Ou isso:

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Ou isso:

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Ou ainda isso:

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Mas enfim. O problema são as pessoas. Essa frase é muito recorrente aqui no blog por motivos de ser uma das maiores verdades do mundo. Se a resposta pra Vida, o Universo e Tudo Mais não fosse 42 seria “O problema são as pessoas” com certeza.

Tudo na internet vira motivo de: piada, revolta, revolta pela piada, piada da revolta. Tudo.

A Hebe morreu e tem a classe de comediantes do Twitter, que se acham o Chico Anysio da nossa geração, fazendo piadinhas ruins e sem graça (ok, algumas tem graça.) sobre ela.

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Eu digitei HEBE na pesquisa do Twitter e apareceram esses 3 logo de cara. Sério.

Tem o pessoal do “Tanta gente morrendo porque não tem o que comer e vocês preocupados com a morte da Hebe, que era rica, trabalhava na TV e era amiga do Silvio Santos. Seus capitalistas”:

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Tem coisa mais importante pra se falar mas a senhora tá falando dela, né?????? Quero um trabalho sobre a metafísica da anarquia até às 8 da manhã na minha mesa, bitch.

O pessoal que não se conforma com os comediantes conseguirem fazer piada com tudo:

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Ok, eu tenho que concordar com o Xaropinho

E os indivíduos que acham graça na revolta alheia e fazem piadas (normalmente são os mesmos da 1ª ilustração da lista):

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Insira sua piada ou revolta sobre a piada que gerou revolta que gerou piada

Vocês entenderam, né?

Em 2008/2009 isso era maneiro, mas tantos anos desse jeito, só mudando o alvo, cansa, né?

Não que eu seja exceção, meu Twitter se resume em reclamações, algumas piadinhas sem nexo e sem graça e RT’s tão maneiros quanto ruins (como 99.9% das contas desse microblog de meu deus):

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Oi gente

Então, o meu ponto é: o Orkut era legal, até não ser mais porque apareceu o pessoal que •ºoO PeGaH mAiS nUm Si ApEgA Ooº• (caralhada, que difícil escrever assim, como vocês, pessoas ruins na vida, conseguiam?). Todos migraram pro Facebook, porque ele era em inglês e só o pessoal maneiro e descolado usava. Apareceu o Twitter e foi a mistura do Orkut com o Facebook, entretanto, poucas pessoas dessa massa sobreviveram àquela limitação de 140 caracteres, mas isso não quer dizer que eles sejam mais que demais, e tanto eles quanto os Feici, os blogueiros, os vlogueiros, “civis”, você e eu conseguem aparecer com assuntos awesome, mas os saturam a ponto de todas as redes sociais ficarem intragáveis.

Esse é o ciclo da vida das internets, mais especificamente das redes sociais, e vai ser assim até que a internet exploda e nós precisaremos reaprender como se usa lápis e caneta no papel.

Só que, como eu disse, isso engloba todo mundo, até eu:

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Pra quem quiser assistir pode clicar aqui (não aconselhado para pessoas com estômago sensível ou que esteja com o chefe/familiar passando atrás da cadeira; E esse o bicho está na vagina e não na bunda, mas ok).

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Do vicio

Pessoas viciadas em celulares são piores que os xiitas.

Nós somos uma raça nova, que defende o celular como se defende um filho, e ficar sem ele é uma dor maior do que terminar um namoro longo.

É triste, eu odeio ser assim, queria conseguir não usar celular, ou só ter um de R$100,00 pra ligações. O único problema é que: a parte que eu menos gosto no celular são as ligações.

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Simpatia, humanos zumbis e sacos peludos

Comecei a perceber que N fatores impedem as pessoas de praticarem a dita ~simpatia~.

A verdade é que faz anos que eu penso nisso, porque eu sou uma dessas que agradece o motorista do ônibus quando ele para, que diz obrigada e bom dia para cobradores e porteiros e atendentes de todos os comércios por onde eu passo. Mamãe me ensinou assim, e eu acho justo, porque 1) sou uma boa menina, que segue o que mamãe  papai ensinaram 2) tem dias que um BOA TARDE, AMG ajuda a melhorar seu humor absurdamente, true story.

Mas tem horas em que você se arrepende disso, as pessoas são tão carentes, tão babacas, tão necessitadas de um “obrigada”, que elas acham que você é melhor amiga/namorada/mãe/esposa só porque foi educada. Essa semana eu fui entrar no ônibus e o cara que estava na minha frente deixou que eu entrasse primeiro, olhei pra ele e disse “obrigada” baixinho, ele deu um aceno de cabeça e pronto, entrei no ônibus e sentei. Dentro do ônibus tinham exatas 4 pessoas: o motorista, o cobrador, eu e o cara, adivinhem onde o cara sentou: a) em qualquer um dos 3 bilhões de bancos vazios b) no colo do cobrador c) na cabeça do motorista d) do meu lado.

Vou falar nada.

Tudo bem, não era o fim do mundo e eu resolvi ignorar a situação e ler minha revista. Não, eu não consigo ler em ônibus ou carro, fico enjoada, mas ou olhava pra revista ou ia socar o infeliz porque ele, além de sentar do meu lado, ficou olhando pra minha cara. Tipo “oi, você me agradeceu, vamos casar??? Nossa filha vai chamar Larriane e o menino será Bruninho. Diminutivo mesmo, porque já existem muitos Bruno’s no mundo”.

Nessas horas eu tenho vontade de bater na cabeça do indivíduo com uma tampa de privada, porque eles estragam toda a minha vontade de ser uma pessoa educada. Mas isso não ganha daquelas vezes em que uma você se aproximou de alguém legal, e você quer ser amiga, mas o ser acha que você querendo algo a mais. Sim, o mundo é movido pelo algo a mais, todo mundo gosta de sentir que o outro está interessado, mas talvez seja legal você ter certeza se a pessoa quer ou não antes de agir que nem um coelho no cio.

“Er… Não foi isso que eu quis dizer quando te chamei pra ir no cinema, só queria te distrair da morte da sua avó”

 Vocês podem chamar isso de friendzone, eu chamo de PNGC, Penegedê, ou “Pessoa Normal que Gosta de Conversar”. Ok, é difícil quando você é a parte enganada, mas é a vida, aceite a realidade: você não é tão sensual, ou não é sensual a ponto de fazer qualquer um, à sua escolha, desejar o seu corpo nu. Para de ser egocêntrico e vai procurar o que fazer.

A última vez em que eu pensei sobre isso estava andando na estação de trem e viajando fortemente na vida, e, do nada A HUGE WAVE OF ZOMBIES IS APPROACHING. Não, calma ai, não são zumbis, a situação é pior: pessoas com pressa de chegar em casa. Sério: zumbis são bem mais fáceis de lidar do que pessoas apressadas, esse tipo de gente é meio imprevisível, elas andam para todos os lados, entram em qualquer espaço, ocupado ou não, e, a única semelhança com zumbis,  elas quase comem seu cérebro se você as atrapalha.

QUEM CHEGAR EM CASA PRIMEIRO É O REI DO MUNDO!

 Poucas coisas dão mais medo do que essa multidão saindo do trem/metrô/estação.

Outro dia uma mulher tropeçou no meio dessa onda de pessoas raivosas, caiu pra frente e atrapalhou o pessoal atrás, ninguém ajudou, na verdade acho que só não a chutaram até a morte porque estavam com pressa demais até pra isso. E o que eu fiz? Olha, eu queria rir, porque né, eu não sou tão boa pessoa assim, mas, antes de poder ajudar, ela levantou e saiu correndo como seus semelhantes de manada.

Eu só queria que eles parassem de correr ou, no mínimo, não corressem no único lado da escada que é destinado pra quem tá indo no sentido contrário ao deles.

Com certeza que esse povo que corre é o mesmo tipo que deixa pentelhos no sabonete, CERTEZA. Gente que deixa pentelho no sabonete deve ter alguma crise de superioridade, porque, pra deixar aqueles negócios no sabão a pessoa só pode achar que o próximo vai curtir muito aquele ninho de pelos grossos. Não é assim, gente, não é assim.

Quando eu casar (LOL?), se o marido deixar qualquer pelinhozinho no sabonete eu vou amarrar ele na cama e, enquanto ele estiver esperando uma noite de sexo selvagem, vou arrancar os pelos do saco dele com uma pinça.

Amo-ooor, vem aqui no quarto.

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Relacionamentos, zumbis e pentelhos no sabonete

Cá estou eu, tentando escrever um post nesse blog mágico, engraçado, lindo de morrer e que todos vocês tanto amam. Assistindo Scott Pilgrim, pensando na vida e decidindo umas coisas, e essas coisas são difíceis.

As últimas 3 ou 4 semanas foram complicadas para a minha pessoa, parecia que a vida estava afim de comer farofa bem em cima de mim, sabe? Estou quase decidindo viver com os meus pais até um deles morrer, dai eu sobrevivo com o seguro de vida e O QUE É ISSO, ISADORA MORAES? Tá, desculpa, todos nós sabemos que isso não acaba bem.

Mamãe e papai esqueceram de avisar que casos envolvendo pessoas ricas sempre são solucionados

Enfim, eu estava pensando em relacionamentos… Se relacionar com as pessoas é difícil, né? Principalmente porque todo mundo gostam de um drama, aquela coisa de fazer joguinhos, cu doce e mimimi’s infinitos. A sinceridade passou de velotrol (opa, faz tempo que não uso essa palavra) e deu um tchau de longe, porque esse pessoal adora falar uma coisa quando quer dizer outra. Sei la, se vocês tivessem alzheimer eu perdoaria, mas fazer essas coisas só pra coitada da pessoa ir atrás, você se sentir amado e numa comédia romântica pastelão é triste.

Esperando o mozão da vida vir me amar sem eu dar sinal algum de que quero isso.

Mas também tem os lindos dos homens que inventaram a ~friendzone~: amigos, se uma mulher diz, com todas as letras, que não quer nada, ela não quer nada. Se ela falar diretamente, mas simpática, ela só não quer te chatear, não quer dizer que ela está de brinks, querendo ver se você realmente está afim, não não não, ela só quer ser legal e não uma pessoa babaca. O problema é que, quando uma mulher age assim, os caras não entendem, insistem e a mulher só consegue se livrar quando é grossa. Dai a infeliz é uma louca, que não sabe o que quer, podia ter falado desde o começo que não queria nada, não precisava ser pau no cu —-> ela falou desde o começo, seu lindo.

Sei lá, o problema são as pessoas. Todos gostam de se fazer de coitados, dizer que não são bonitos ou legais de verdade, (porque assim, os amigos dizem o contrário e a pessoa se sente bem) mas o que acontece é: nós somos egocêntricos e não conseguimos assimilar quando alguém nos rejeita. Pois é, você não é tudo isso que a sua mãe e sua madrinha disseram, amigo.

Gente assim me dá vontade de morrer, além de acharem que são o último biscoito do pacote, são burros pra caralho. (Existe uma teoria do “pra caralho”, está no blog do @robgordon_sp, eu não vou pegar o link direto, sejam grandinhos e usem o search, sei lá) E gente burra me lembra apocalipse zumbi.

Porque né? Em todo grupo de sobreviventes tem a pessoa tapada, aquele ser tão obtuso que você não tem certeza como ainda está vivo, ou tem certeza que ele(a) só não morreu porque o líder do grupo é muito bom. Isso acontece em The Walking Dead (série sobre um grupo de sobreviventes num apocalipse zumbi blablabla, ok) e o último episódio me deixou agoniada, porque três personagens foram tão burros que eu ainda fico com raiva quando lembro deles.

Mas, resumidamente: um dos personagens é uma criança. Essa criança me faz pensar que o mundo tá realmente fodido se ela é o futuro dele, porque todo mundo sabe que [SPOILER] não dá pra sair de baixo do carro só porque a massa principal de zumbis passou, porra. É óbvio que tem os mais lentos que ainda estão vindo, for motherfucker jesus sake. [/SPOILER]

“Crianças conseguem ser mais burras que… Bom, eu.”

 Eu não sou dessas pessoas que odeiam crianças gratuitamente, eu odeio crianças que não usam o pequeno cérebro, assim como eu odeio adolescentes, jovens, adultos e idosos que não usam os respectivos cérebros. Quem não entende que apertar a pasta de dente no meio, em vez de ir apertando do fundo para a frente, é burrice e vai te fazer perder tempo no futuro? Por que é tão difícil entender isso? Se você vai apertando a pasta desde o fundo, quando ela estiver acabando você não vai precisar se matar, apertando de pouquinho em pouquinho o tubo todo, seu idiota.

Enfim, isso é uma das coisas que mais me irritam no mundo, isso e pentelhos/pelos/cabelos no sabonete, mas isso não é assunto pra esse post.

WHYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY?

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Aniversários, roupas que somem e DST’s

Aniversário é uma coisa complicada, né? Na verdade é algo polêmico. Tá, não é um assunto tão polêmico quanto mamilos, mas tá quase lá, poxa vida.

“ANIVERSÁRIOS… São polêmicos.”

Enfim, eu estava pensando e aniversários são difíceis. Tem gente que ama fazer aniversário, ficar mais velho, mais responsável e mais respeitável (Não sou eu que to dizendo isso, afinal, quem faz aniversário e fica mais responsável por isso? Por exemplo, o infeliz que faz 18 anos e começa a dirigir por ai bêbado, uma vez que ele já pode dirigir, comprar bebida e é responsável. Aham, a seu pai também). A verdade é que poucas pessoas maiores de 20 anos gostam de fazer aniversário, só os sub20 realmente gostam porque fazer 20 anos, aparentemente, é mágico… Deve ter algo legal em mudar de digito na casa da esquerda. Você é um ~jovem~, você é maior de idade no Brasil, se estiver na faculdade já tá na metade do curso, é um pseudo-adulto que ainda joga bola com os amigos do colegial de domingo e gosta de assistir Dragon Ball Z antes de dormir. Ou uma jovem bonita, estudiosa, que não deixa a mãe jogar fora as Barbies que estão mofando no armário. Além de, na 1ª viagem só com os amigos, pensar incontáveis vezes “minha mãe poderia estar aqui pra encontrar a minha sunga/parte de baixo do biquíni”.

“To com saudade da comida da minha mamain”

Falando nisso, mães tem o dom de encontrar coisas perdidas em casa. Sei la, deve ser um superpoder que você adquire assim que o filho sai pelo meio das pernas, todo ensebado, sangrando e chorando. Por exemplo, um dia uma das minhas camisas do Palmeiras sumiu, eu revirei meu quarto, o guarda-roupa, o guarda-roupa do meu irmão, o cesto de roupa suja, e nada daquela porra de camisa aparecer. “MÃE, QQ CÊ FEZ COM A MINHA CAMISA DO PALMEIRAS?” e ela, toda galante “TÁ LOUCA, MENINA? ACHA QUE EU VOU QUERER O QUE COM A SUA CAMISETA DE PALMEIRAS? PROCURA NA SUA BAGUNÇA, APOSTO QUE TÁ AI” “NÃO TÁ, MÃE, EU JÁ PROCUREI. QUE SACO, VIU. EU COLOCO AS ROUPAS PRA LAVAR E ELAS SOMEM, APOSTO QUE TEM UM BURACO NEGRO NA SECADORA”, dai a coisa fica perigosa, porque ela respondeu “Menina, se eu for ai procurar essa camiseta e encontrar, você vai ver só”. É nessa hora que você decide: é matar ou morrer; se ficar o bicho pega, se correr o bicho come; mas como eu sou rebelde falei “VEM PROCURAR, ENTÃO” e, claro, ela encontrou. “Eu devia te fazer engolir isso aqui pra você aprender a procurar as coisas direito”.

Mamãe Wins

Enfim, eu tava falando de aniversários, desculpem a falta de concentração, é que to ouvindo música, e quando eu escrevo ouvindo música a coisa fica nessa belezinha, porque eu tenho DDA, não muito do mal a ponto de eu ser meio lesada não conseguir me concentrar direito e errar tudo e divagar e esquecer do que eu tava falando olha um passarinho na janela.

Anyway, aniversários: pessoas que gostam de aniversário são parecidas com as que gostam de Natal. Pois bem, eu não gosto de Natal, porque eu acho idiota (pra caralho) todo mundo “feliz” e “unido” porque jesus nasceu. Dai aniversários são parecidos, porque as pessoas são legais com você só porque você nasceu… Tá, eu até gosto de aniversário quando só pessoas que realmente desejam minha felicidade, saúde, dinheiro e sexo, falam isso pra mim. Mas, por exemplo, tem gente que acha desnecessária essa atenção, uma vez que eles não fizeram “nada” pra que merecessem essas coisas, “jesus morreu por nós, enquanto eu não arrumei nem a minha cama hoje” <- Essa é uma boa frase.

Sei lá, eu gosto do meu aniversário porque eu ganho presentes mesmo, e dai? Uma vez que já não curto tanto “envelhecer”. Esse ano eu faço 21, serei maior de idade em to-dos-os-pa-í-ses-do-mun-do-mi-nha-gen-te, mas nem por isso eu to aqui saltitante, já que isso faz a minha formatura, a necessidade de efetivação no trabalho, casamento, filhos etc, mais próximos. PÂNICO PÂNICO. Mas pelo menos eu posso ir para os EUA e comprar bebida, pra beber na rua com a garrafa dentro daquele saquinho de pão. Isso sim é legal.

OBA

Mas tudo bem, você gostando ou não do seu aniversário, ele chegará, te fará mais velho(a), fará mais pressão para que você engate numa carreira, monte uma família e perca cabelos com seus filhos que farão sexo sem camisinha e, com sorte, só pegarão sífilis. (Tá, mentira, envelhecer é legal, você pode proibir seus filhos de praticarem qualquer ato babaca que você já praticou, mas eles vão te desobedecer, quebrar a cara e você dirá “EU TE AVISEI, SEU BONITINHO”)

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(sem título)

Eu nunca gostei de ter muitos amigos próximos, porque eu tenho aquele conceito de muita gente = muita merda, então, sempre mantive distância saudável das pessoas. Até porque eu raramento gosto de pessoas. Pessoas são… Pessoas. São animais vertebrados, dotados de “inteligencia”, polegar opositor e são bípedes. E se acham muito importantes, muito lindos, muito especiais e espertos porque andam com as duas pernas, sem apoio das mãos, e conseguem usar um garfo.

yo soy muy especial

A verdade é que se relacionar com pessoas é muito difícil. Tá, relacionamento profissional e até ~sexual afetivo~ (existe esse termo, produção?) é fácil, o problema é ter amigos. Porque amigo é “amigo”, se você tem dois amigos sem aspas, parabéns, atingiu sua cota e não acredite no próximo bonitinho que aparecer dizendo que é seu amigo de verdade. O ser humano só é capaz de ser verdadeiramente amigo de, até, duas pessoas. E olha que duas já complica a situação. Ai, Isadora, sua amarga e mal amada

SOMEMO

Sei la, eu to preferindo tomar benzetacil (é assim que escreve?) a lidar com 99% das pessoas que eu conheço/converso/sou “””amiga”””. E olha que eu tenho um pânico desgraçado de injeção na bunda, seja benzetacil ou não. A última vez que eu tomei uma dessas, eu tinha uns… 14 anos, fui com meu ex-namorado e a minha mãe no hospital, na hora que o médico disse “ela vai ter que tomar uma benzetacil” eu disse que ia no banheiro e tentei fugir do hospital =^.^= Porque assim, eu prefiro reviver a semi do Paulista desse ano a tomar ssabosta de injeção. Mentira.

“Prefiro ter um filho viado a ter um filho que comente plágios” Se o senhor fosse pai dos meninos do NxZero, isso seria um Inception muito do mal.

Eu lembro quando o Taking Back Sunday fez o vídeo zuando o NxZero pelo plágio. Eu não gostava de nenhuma das bandas na época, mas achei genial. Pelo menos hoje eu gosto da banda plagiada e não dá que plagiou NOSSA, ISA, COMO VOCÊ É ESPECIAL. TOMA AQUI A SUA MEDALHA

Medalha pelo melhor bigode? *-*

Eu já ganhei uma medalha. Num campeonato de xadrez. É, amigos, eu tinha 7 anos, entrei na competição, era a mais nova, e consegui uma medalha de 6º lugar. Mas o que vale é participar, né? Eu fiquei feliz, vocês que tem inveja por não terem nem uma medalha de 6º lugar pra mostrar por ai, oks?

Anyway, eu só quis fazer esse post pra reclamar dos “amigos”. Ficou tudo muito ruim, mas o que vale é: eu poder ser passivo-agressiva aqui e não há nada que vocês possam fazer para me impedir HOHO ok, tchau

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