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Simpatia, humanos zumbis e sacos peludos

Comecei a perceber que N fatores impedem as pessoas de praticarem a dita ~simpatia~.

A verdade é que faz anos que eu penso nisso, porque eu sou uma dessas que agradece o motorista do ônibus quando ele para, que diz obrigada e bom dia para cobradores e porteiros e atendentes de todos os comércios por onde eu passo. Mamãe me ensinou assim, e eu acho justo, porque 1) sou uma boa menina, que segue o que mamãe  papai ensinaram 2) tem dias que um BOA TARDE, AMG ajuda a melhorar seu humor absurdamente, true story.

Mas tem horas em que você se arrepende disso, as pessoas são tão carentes, tão babacas, tão necessitadas de um “obrigada”, que elas acham que você é melhor amiga/namorada/mãe/esposa só porque foi educada. Essa semana eu fui entrar no ônibus e o cara que estava na minha frente deixou que eu entrasse primeiro, olhei pra ele e disse “obrigada” baixinho, ele deu um aceno de cabeça e pronto, entrei no ônibus e sentei. Dentro do ônibus tinham exatas 4 pessoas: o motorista, o cobrador, eu e o cara, adivinhem onde o cara sentou: a) em qualquer um dos 3 bilhões de bancos vazios b) no colo do cobrador c) na cabeça do motorista d) do meu lado.

Vou falar nada.

Tudo bem, não era o fim do mundo e eu resolvi ignorar a situação e ler minha revista. Não, eu não consigo ler em ônibus ou carro, fico enjoada, mas ou olhava pra revista ou ia socar o infeliz porque ele, além de sentar do meu lado, ficou olhando pra minha cara. Tipo “oi, você me agradeceu, vamos casar??? Nossa filha vai chamar Larriane e o menino será Bruninho. Diminutivo mesmo, porque já existem muitos Bruno’s no mundo”.

Nessas horas eu tenho vontade de bater na cabeça do indivíduo com uma tampa de privada, porque eles estragam toda a minha vontade de ser uma pessoa educada. Mas isso não ganha daquelas vezes em que uma você se aproximou de alguém legal, e você quer ser amiga, mas o ser acha que você querendo algo a mais. Sim, o mundo é movido pelo algo a mais, todo mundo gosta de sentir que o outro está interessado, mas talvez seja legal você ter certeza se a pessoa quer ou não antes de agir que nem um coelho no cio.

“Er… Não foi isso que eu quis dizer quando te chamei pra ir no cinema, só queria te distrair da morte da sua avó”

 Vocês podem chamar isso de friendzone, eu chamo de PNGC, Penegedê, ou “Pessoa Normal que Gosta de Conversar”. Ok, é difícil quando você é a parte enganada, mas é a vida, aceite a realidade: você não é tão sensual, ou não é sensual a ponto de fazer qualquer um, à sua escolha, desejar o seu corpo nu. Para de ser egocêntrico e vai procurar o que fazer.

A última vez em que eu pensei sobre isso estava andando na estação de trem e viajando fortemente na vida, e, do nada A HUGE WAVE OF ZOMBIES IS APPROACHING. Não, calma ai, não são zumbis, a situação é pior: pessoas com pressa de chegar em casa. Sério: zumbis são bem mais fáceis de lidar do que pessoas apressadas, esse tipo de gente é meio imprevisível, elas andam para todos os lados, entram em qualquer espaço, ocupado ou não, e, a única semelhança com zumbis,  elas quase comem seu cérebro se você as atrapalha.

QUEM CHEGAR EM CASA PRIMEIRO É O REI DO MUNDO!

 Poucas coisas dão mais medo do que essa multidão saindo do trem/metrô/estação.

Outro dia uma mulher tropeçou no meio dessa onda de pessoas raivosas, caiu pra frente e atrapalhou o pessoal atrás, ninguém ajudou, na verdade acho que só não a chutaram até a morte porque estavam com pressa demais até pra isso. E o que eu fiz? Olha, eu queria rir, porque né, eu não sou tão boa pessoa assim, mas, antes de poder ajudar, ela levantou e saiu correndo como seus semelhantes de manada.

Eu só queria que eles parassem de correr ou, no mínimo, não corressem no único lado da escada que é destinado pra quem tá indo no sentido contrário ao deles.

Com certeza que esse povo que corre é o mesmo tipo que deixa pentelhos no sabonete, CERTEZA. Gente que deixa pentelho no sabonete deve ter alguma crise de superioridade, porque, pra deixar aqueles negócios no sabão a pessoa só pode achar que o próximo vai curtir muito aquele ninho de pelos grossos. Não é assim, gente, não é assim.

Quando eu casar (LOL?), se o marido deixar qualquer pelinhozinho no sabonete eu vou amarrar ele na cama e, enquanto ele estiver esperando uma noite de sexo selvagem, vou arrancar os pelos do saco dele com uma pinça.

Amo-ooor, vem aqui no quarto.

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Comida japonesa, comunistas e homem chorão

Assim, eu não gosto de comida japonesa.

E sim, eu já comi todos os sushis, sashimis, temakis, rolls [é esse o nome certo, produção?] e coisas com alga e arroz e coisas de comida japonesa. Mas é ruim, eu como aquilo e tem o mesmo gosto de um pesqueiro.

Mas como você sabe qual o gosto de um pesqueiro, Isadora Moraes? Você usa drogas ou só tem um tipo de problema?

Vocês já pescaram? O lugar tem cheiro de peixe e terra, ou seja, comida japonesa. Eu gosto de peixe, A LOT, mas peixe que não vem enroladinho na alga, com aquele arroz papa nojinho e nem nem nem, sei la, com pelos dos mamilos de japoneses.

“Me dá o peitinho que preciso fazer um temaki”

Mas o pior não é a comida japonesa, é a comida japonesa estar na ~moda~. Agora todo mundo que é legal e descolado gosta de comida japonesa, se você tem entre 18 e 40 anos, e não gosta dessa porcaria, você sofre bullying. É, experimente um dia, na mesa do bar ou na rodinha de amigos, dizer que não gosta de comida japonesa… A reação será igual, ou pior, caso você chutasse um filhote de husky siberiano ou tacasse fogo na sua mãe: “O QUE? COMO VOCÊ DIZ ISSO? COMO NÃO GOSTA DE JAPONÊS? É A MELHOR COISA QUE JÁ INVENTARAM. VOCÊ TAMBÉM TEM PELO NA ORELHA? TEM 6 DEDOS NO PÉ ESQUERDO? Acho que não podemos mais ser amigos.”

“Por uma lei que obrigue a Isadora a gostar de comida japonesa”

E essa mania de chamar a comida de “japonês”? Tá, deve ser a versão curta de “vamos a um restaurante japonês?”, mas amigos, dizer “tá afim de comer um japonês?” remete a muitas interpretações, e como eu sou bem babaca sempre penso, no mínimo, em antropofagia: japonês hoje não, vamos de cubano porque acho que só comendo um que eu vou entender o comunismo.

“NINGUÉM VAI ME COMER HOJE NÃO”

E acho que toda essa situação explica o porque da Kiki não deixar eu tomar banho ou comer na casa dela, já que eu dormi lá essa semana, (ALO, KIKI, EU SEI QUE VOCÊ TÁ LENDO E EU DISSE QUE IA TE DENUNCIAR), porque aparentemente ela ama comida japonesa e não entra na cabeça dela que ela tem uma amiga que não gosta. (tá, exagerei. Não me odeie, Kiki).

Isso tudo me lembra: no trem de Osasco, essa semana, tinha um cara dizendo que não conseguia pegar mulher porque ele tem um Uno. Sabem aquele carro da Fiat, que agora tem o Novo e é todo bunis? Então. Eu gosto de Uno. Enfim, voltando: ele tava dizendo pro amigo que as muléres viam o carro e desistiam de ir pra casa com ele. Eu achei genial… Porque assim, homem é muito reclamão, né?

Se não tem carro, diz que não pega mulher porque não tem carro. Se tem um carro que não é novo/da moda/caro/sei la eu, diz que não pega por isso. Já vi caras com carros caros (eu não sei o nome porque eu to pouco ligando e não entendo de carros, um abs. Quando quiser uma aula sobre o metrô de SP, me liga) dizendo que não pegam direito também.

Assim, vou esclarecer, amigos: se você não pega mulher é porque ninguém quer te pegar. Tipo, você pode ser lindão, rico ou uma ótima pessoa, mas 1) se a mulher não quer, não vai rolar; 2) se a mulher não quer, não vai rolar; 3) se a mulher não quer, não vai rolar; ou 4) se a mulher não quer, não vai rolar.

Pessoalmente, eu prefiro um cara sem carro, que pegue o metrô na Sé às 7 da manhã todo dia, do que um cara que se o carro vai para a oficina precisa ligar pra mãe pra saber qual ônibus pegar pra chegar no trabalho.

“MÃÃÃE, DESCI NO PONTO ERRADO,VEM ME BUSCAR”

Não que um carro seja um ponto contra, né. Não to fazendo aula de direção à toa: mim gostar de carros, mas mim preferir andar em São Paulo de metrô, porque mim odiar trânsito. Não o tipo de “odeio trânsito, mas odeio mais me espremer no metrô lotado”, é do tipo que prefiro sentir a essência paulistana depois de 12 horas de trabalho a ficar parada no caraio do carro por horas.

Sei la, eu prefiro. Acho que nasci pra ser pobre. OU pra ser muito rica, já que eu não ligaria de ir trabalhar de helicóptero, né.

“Isa, quer uma carona no meu helicóptero muito foda e rápido?” Ai, Eike, não precisava, mas não quero fazer desfeita, né.

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