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Do ego nas internets

As vezes eu tenho uns brainstorm (leia-se: fico entediada e começo a filosofar do modo mais barato possível) sobre a vida e o dessa semana é sobre nosso egocentrismo online.

Quase todo mundo usa as redes sociais para contar sobre a vida e/ou postar imagens, vídeos etc., mas com o tempo apareceram os check-in’s. Facebook e Foursquare: estou no Lugar X, com Essas Pessoas; GetGlue: estou assistindo/lendo/jogando Tal Coisa.

Além, é claro, das redes sociais de pergunta e resposta ou definidoras: formspring, ask.fm, threewords etc.

E todos eles encaminham para o Twitter, Facebook, Orkut, Limão, Sônico, Chat do Uol e a puta que pariu, como se todos seus amigos quisessem receber essa enxurrada de informações que ninguém pediu.

Eu não nego: uso GetGlue e Foursquare, acho legal manter um tracking do que eu assisto e para onde vou, principalmente porque compartilho com o Twitter e Facebook e posso relembrar tudo isso com o TimeHop. (percebam o tanto de redes sociais incluídas num só parágrafo que se refere a uma única pessoa. Sua mãe usa o Facebook pra falar com as amigas, postar fotos de cachorros e olhe lá, se você falar o nome de todas essas redes sociais é capaz da cabeça dela explodir e aparecer um buraco negro)

Mas a questão é: vocês já pararam pra pensar que 98% dos seus amigos/seguidores não querem realmente saber de tudo isso? Uma coisa é usar o Foursquare (já que os que estão lá querem a função dessa rede social para eles), outra é postar onde você está no Twitter e no Facebook como se alguém realmente quisesse saber disso. Tirando os dias em que eu estou indo encontrar meus amigos dificilmente leio qualquer check-in de Foursquare em qualquer rede social. É como se meu cérebro tivesse criado um filtro “Não me interessa mas é socialmente aceitável”, ou seja, eu não leio e estou pouco me fodendo pra onde você está, mas não reclamo porque todo mundo faz.

Só que ai aparecem os sites e redes sociais pouco aceitos, usados por quem atingiu um novo nível de oversharing: ask.fm, Quem olhou seu twitter, Quantas pessoas olharam seu perfil, Quantos RT’s e Fav’s você recebeu na semana etc ad infinitum. Conheço algumas pessoas que usam isso aí, eu mesma experimentei o de RT’s na semana, mas no 1º compartilhamento já fiquei com preguiça e desvinculei minha conta.

Não julgo quem usa esses sites porque todo mundo é egocêntrico, todos gostam de imaginar que sim, eu sou interessante e todos querem saber da minha vida (triste realidade). Mas é como chegar na sua roda de amigos e do nada soltar uma cachoeira de informações que ninguém pediu: “assisti filme X, fui no lugar Y com Fulano, consegui achievement Z, 40 pessoas olharam meu perfil hoje e olha a foto do meu gato comendo um pernilongo LOL”. Eu realmente espero que você não faça isso, parece sintoma de esquizofrenia.

É aleatório, é desnecessário e agora virou rotina na sociedade online. Quando eu penso nisso até dá aquela vergonhazinha alheia, aquela que você torce a cara sozinho, sabe? Porque eu paro e faço uma lista de pessoas que podem estar verdadeiramente interessadas onde eu estou e no que estou fazendo: o namorado e minha mãe. Pronto. Acabou a lista aí mesmo.

E uma observação: os dois podem me ligar, mandar sms ou mensagem no whatsapp se quiserem saber o que eu to fazendo, onde e com quem. Daí… A vergonha alheia volta.

Claro que o compartilhamento pode ser útil porque você mostra lugares e coisas que seus amigos não conhecem e podem vir a conhecer, mas isso é conversa pra aula de Sociologia com o tema “A internet está acabando com as relações interpessoais”.

De qualquer modo, foi só uma ideia que estava coçando na minha cabeça e eu queria falar sobre. Então você pergunta “quem disse que eu quero saber disso?” e eu respondo “pronto, você entendeu a ideia desse post”.

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Arquivado em Domingando, Sobre pessoas, Wait... What?